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Cheio de bossa, Gabriel Guerra lança pela Som Livre
o CD ‘Nobre Guerreiro’ 'Eu me lembro bem de você' é a música que puxa o disco do jovem cantor, de 19 anos Aos quatro anos, ele começou a tocar teclados. Aos seis, já se aventurava pelo cavaquinho. Aos nove, foi para o violão – instrumento que o acompanha até hoje na carreira precoce. Desde cedo no front da música, Gabriel Guerra – jovem cantor mineiro de 19 anos – saboreia a vitória de estar lançando pela gravadora Som Livre o seu CD Nobre Guerreiro, batizado com o nome de uma das músicas do repertório quase inteiramente autoral do disco. Nascido em Poços de Caldas (MG), mas radicado em São Paulo (SP) há dois anos, Gabriel Guerra estréia na Som Livre com um repertório de tom pop que mistura samba, MPB e, claro, a velha bossa que, a despeito de estar quase cinqüentona, continua novíssima e presente na célula rítmica de músicas como Nós Dois e Já Cansei de Esperar. - Minha escola foi a Bossa Nova, mas considero meu som atual bem MPB. Cresci ouvindo Tom Jobim e Chico Buarque, mas também escutei Beatles e Bee Gees – ressalta Gabriel Guerra, enumerando influências que podem ser percebidas com a audição do disco. O apego à MPB é perceptível em Eu me Lembro Bem de Você, a faixa eleita para promover o CD Nobre Guerreiro nos programas de rádio e televisão. No caso dessa música, uma MPB que concilia elementos de marcha-rancho (no início da música) e do pop contemporâneo. Tudo urdido pela produção de Edu Luki (a saber: filho de Eduardo Araújo e Silvinha, casal celebrizado nas jovens tardes de domingo comandadas por Roberto Carlos nos anos 60) e a direção musical de Manoel Barenbein. Luki e Barenbein pilotaram as gravações num mix de modernidade e tradição. Das 13 músicas do CD, nove levam a assinatura conjunta de Gabriel Guerra com seu fiel parceiro Pedro Cezar. Uma - Eu me Lembro Bem de Você – foi feita somente por Gabriel Guerra. E outra, Eu Não Estou Nesses Planos, é da lavra solitária de Pedro Cezar. Completam o repertório as duas regravações do álbum. Samba Erudito, do compositor paulistano Paulo Vanzolini, foi lançado pelo autor em 1967 no LP Onze Sambas e uma Capoeira e mereceu regravação de Chico Buarque em compacto editado no ano seguinte. Foi ouvindo a gravação de Chico que Gabriel Guerra teve a idéia de recriar a música em andamento mais quebrado, próximo do sambão e do partido alto. A outra regravação, Eu Preciso te Esquecer, tem valor afetivo para Gabriel Guerra. Trata-se de um grande sucesso de Cláudia Telles, popularizado em todo o Brasil em 1977 na trilha sonora da novela Locomotivas, exibida pela Rede Globo com expressiva audiência. O valor afetivo vem do fato de Cláudia Telles ter sido uma das principais incentivadoras da carreira musical de Gabriel Guerra, que abriu vários shows da cantora. Bossa à parte, as letras do repertório de Nobre Guerreiro oscilam entre a exaltação da beleza da mulher brasileira e a crônica dos amores desfeitos. “Escrevo sobre as situações do dia-a-dia, evidenciando detalhes que ninguém nota”, explica Gabriel Guerra, cuja carreira vem sendo gerida nos últimos tempos pelo empresário Francisco Cortez. Com o disco na praça (precedido pelo sucesso da faixa Tributo a Gisele, feita em homenagem à top model gaúcha Gisele Bündchen, que gostou tanto da música a ponto de requisitar a inclusão do tema em seu site oficial), o nobre guerreiro vai à luta para divulgar o CD e já se prepara para os shows de lançamento oficial do álbum, programados para outubro no Rio de Janeiro e em São Paulo. A batalha já parece vitoriosa. Mauro Ferreira / Setembro de 2007 |